Fisheye

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Meus olhos são como canudos, Mick, só me permitem enxergar por um buraquinho. E com o tempo, a abertura deles vai diminuir muito, até que a fenda deixe de existir.
Aos dezesseis anos, Ravena Sombra descobre que não é perfeita: após um acidente numa festa, ela é diagnosticada com retinose pigmentar, uma doença sem cura que degenerará a sua visão gradativamente.
Com o mundo pelo avesso, a adolescente inicia sua jornada em busca do amadurecimento e da superação, numa narrativa intimista à procura de se entender e de se descobrir. Ao longo do caminho, contará com a ajuda do melhor amigo de infância, da sua implicante e carismática irmã, de uma velha polaroid com nome de música dos Beatles e de um violinista cuja pele é marcada por cicatrizes e os olhos de um azul infinito como o céu.
No meio de tanto caos, Ravena vai entender que crescer não é um processo fácil e que sim há beleza em enxergar o mundo do seu jeito peculiar e especial.

Fisheye é o nome de uma lente criada para ajudar meteorologistas a fotografarem o céu e a formação de nuvens. Porém, a distorção que a lente fazia da imagem foi agradando os amantes da fotografia, que logo a adotaram para fazer fotos mais artísticas. Em pouco tempo, várias câmeras fisheye surgiram no mercado.
Por causa da particularidade dessa lente, que tem uma maneira toda especial de registrar o mundo, a história de Ravena, a adolescente que descobre ter uma doença rara e sem cura, foi batizada com o seu nome. Fisheye fala sobre essa garota que, além de enfrentar o turbilhão de emoções e incertezas trazidas pela adolescência, precisa se reencontrar após se perceber como deficiente visual.
O livro foi lançado no primeiro semestre de 2017, pela Editora Wish, e você pode adquiri-lo neste link.

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